Geral Solidariedade
Enquanto Uberaba ajuda, tragédia na Zona da Mata escancara falta de prevenção no Estado
Cidade mobiliza toneladas de doações para vítimas das chuvas, mas cenário levanta questionamentos sobre preparo diante de desastres recorrentes em Minas
19/03/2026 09h57
Por: Redação

A cidade de Uberaba iniciou, nesta quarta-feira (18), o envio de donativos arrecadados para famílias atingidas pelas fortes chuvas que provocaram enchentes e deslizamentos em municípios da Zona da Mata mineira, como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. A operação, coordenada pela Defesa Civil municipal, segue até esta quinta-feira (19).

 

A mobilização contou com a participação de diferentes setores da sociedade. Além da atuação da Defesa Civil, os gabinetes dos vereadores Ellen Miziara e Cabo Diego Fabiano serviram como pontos de arrecadação. A campanha também teve apoio da página Uberabinha Sincero e do Jockey Club de Uberaba, ampliando o alcance da iniciativa.

 

Ao todo, foram reunidos 14 paletes de donativos, incluindo água mineral, cestas básicas e ração animal. Empresas locais contribuíram com a logística de carregamento, enquanto o transporte até os municípios afetados está sendo realizado com apoio dos Correios, responsáveis pela coleta e entrega dos materiais.

 

O coordenador da Defesa Civil de Uberaba, Eliel Miranda, acompanha a operação e destacou a importância da união entre poder público, instituições e população para garantir assistência emergencial às famílias atingidas.

 

Apesar da mobilização solidária, o cenário das chuvas na Zona da Mata reacende discussões sobre a recorrência de desastres naturais em Minas Gerais. Especialistas frequentemente apontam a combinação entre fatores climáticos intensos, ocupação irregular do solo e falhas em políticas preventivas como elementos que agravam os impactos dessas tragédias.

 

A ação de Uberaba evidencia a capacidade de resposta emergencial e a solidariedade entre regiões do estado, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de estratégias estruturais de longo prazo para minimizar os efeitos de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes.