A edição 2026 da Fenicafé, Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, foi oficialmente lançada nesta quinta-feira (19), em Araguari, no Triângulo Mineiro, com foco na inovação tecnológica e na formação de novas gerações para o setor cafeeiro.
O evento, considerado um dos principais do segmento de cafeicultura irrigada no Brasil, será realizado entre os dias 13 e 16 de abril, no Parque de Exposições Ministro Rondon Pacheco. A feira deve reunir produtores, pesquisadores, empresas e instituições ligadas ao agronegócio, com uma programação voltada à geração de negócios e disseminação de conhecimento técnico.
Durante a coletiva de lançamento, representantes da Associação dos Cafeicultores de Araguari destacaram a importância da Fenicafé como espaço estratégico para o desenvolvimento do setor. A programação inclui palestras, exposições e demonstrações de tecnologias voltadas à produção cafeeira.
Um dos principais destaques desta edição é o fortalecimento de iniciativas educacionais, como o CaféAgro e o CaféAgro Jovem, que buscam aproximar estudantes do ensino fundamental e médio da realidade do campo. A expectativa é de que cerca de 3 mil alunos da rede municipal participem das atividades durante a feira.
Segundo os organizadores, o objetivo é despertar o interesse dos jovens pela cafeicultura e incentivar a formação de futuros profissionais no setor, diante de um cenário em que a sucessão familiar no campo tem se tornado um dos principais desafios da produção rural.
Autoridades municipais também participaram do lançamento e ressaltaram o impacto econômico e social do evento para Araguari e região, tanto na movimentação financeira quanto na valorização do agronegócio local.
Além do viés educacional, a Fenicafé 2026 pretende reforçar o papel da tecnologia e da inovação na produção cafeeira, especialmente em sistemas irrigados, considerados fundamentais para garantir produtividade e enfrentar variações climáticas.
Com expectativa de grande público e participação de diferentes elos da cadeia produtiva, a feira se consolida como um dos principais pontos de encontro do setor no país, ao mesmo tempo em que levanta discussões sobre o futuro da cafeicultura e a necessidade de renovação no campo.