O filme “Devoradores de Estrelas”, que estreia nos cinemas brasileiros, chega cercado de expectativas ao adaptar a obra de Andy Weir, autor de “Perdido em Marte”. Apesar de ser apresentado como uma ficção científica, o longa aposta em uma abordagem mais emocional do que técnica, o que tem chamado a atenção da crítica.
A produção acompanha um astronauta interpretado por Ryan Gosling, que desperta sozinho em uma nave espacial, a milhões de quilômetros da Terra, sem memória clara de sua missão. Aos poucos, ele descobre que pode estar em uma jornada sem volta, com a responsabilidade de encontrar uma solução para uma ameaça que coloca em risco a vida em escala global.
Embora a premissa remeta a outros sucessos do gênero, como “Interestelar”, o filme se distancia ao priorizar relações humanas e sentimentos. A narrativa se desenvolve a partir da solidão do protagonista e ganha força ao introduzir uma conexão inesperada, que passa a conduzir o enredo de forma mais íntima e sensível.
Dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, conhecidos por trabalhos no universo das animações, o longa também chama atenção pelo equilíbrio entre elementos visuais e emocionais. A direção de arte e a trilha sonora reforçam a proposta de um filme que busca impactar mais pelo vínculo entre personagens do que pela grandiosidade científica.
A crítica destaca que, apesar de eventuais simplificações na construção científica e alguns pontos questionáveis na trama, o filme consegue se sustentar pela carga emocional e pela dinâmica entre os personagens, especialmente na reta final.
“Devoradores de Estrelas” surge, assim, como uma produção que desafia rótulos ao misturar ficção científica com drama humano, apostando em uma experiência que pode surpreender parte do público e frustrar aqueles que esperam uma abordagem mais tradicional do gênero.