Política Política em Minas
Zema deixa o governo no meio do mandato e abre disputa em Minas: estratégia nacional ou risco político calculado?
Renúncia para disputar a Presidência coloca Mateus Simões no comando do estado e redesenha o cenário eleitoral mineiro até 2026
22/03/2026 20h50
Por: Redação

O agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializou neste domingo (22) sua renúncia ao cargo para se dedicar integralmente à pré-campanha à Presidência da República. Com a saída, o então vice-governador Mateus Simões (PSD) foi empossado como novo chefe do Executivo estadual.

A posse ocorreu pela manhã na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, seguida de uma cerimônia simbólica de transmissão de cargo no Palácio da Liberdade. Simões assume o governo com a missão de conduzir Minas até dezembro de 2026, em um período que deve ser marcado por articulações políticas e preparação para as eleições estaduais.

Durante seu primeiro pronunciamento como governador, Mateus Simões destacou o compromisso com a continuidade da gestão e afirmou que pretende dedicar integralmente seu tempo à administração do estado. Nos bastidores, ele já é apontado como possível candidato ao governo mineiro no próximo pleito.

A saída de Zema ocorre em meio à sua movimentação nacional. O político já havia anunciado, em agosto de 2025, sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Novo. Em declarações recentes, reforçou que pretende manter sua candidatura até o fim, descartando, neste momento, alianças com nomes da direita tradicional, como o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Em seu discurso de despedida, Zema adotou um tom mais alinhado ao cenário nacional, com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizando o direcionamento de sua atuação política nos próximos meses.

A mudança no comando do estado abre um novo capítulo na política mineira. Além de impactar diretamente a gestão administrativa, a renúncia antecipa o clima eleitoral e levanta questionamentos sobre os efeitos da decisão: enquanto aliados defendem a estratégia como um passo necessário para um projeto nacional, críticos avaliam que a saída pode representar um risco ao equilíbrio político e à continuidade das políticas públicas em Minas Gerais.

Com a nova configuração, Minas entra em um período de transição que deve influenciar não apenas o cenário estadual, mas também o tabuleiro político nacional nos próximos anos.