

A Câmara Municipal de Uberaba aprovou o Projeto de Lei nº 1.051/2025, de autoria do vereador Ripposati Filho, que incentiva a investigação diagnóstica do Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco especial em adultos e idosos.
A proposta atualiza as diretrizes da política municipal voltada à população com TEA e acompanha avanços recentes da legislação nacional, ampliando o olhar para uma parcela da população que, historicamente, ficou fora dos processos de diagnóstico.
Segundo o autor do projeto, por muitos anos o autismo foi associado quase exclusivamente à infância, o que resultou em uma lacuna significativa na identificação de casos em outras faixas etárias. Como consequência, muitos adultos cresceram sem diagnóstico adequado, enfrentando dificuldades de socialização, comunicação e até exclusão social.
Dados do Censo 2022, divulgados em 2025, indicam que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA, o equivalente a 1,2% da população. Entre idosos, estima-se que mais de 300 mil convivam com algum grau do transtorno.
O projeto também destaca que o diagnóstico tardio tem se tornado mais frequente, com casos sendo identificados em pessoas acima dos 30, 40 e até 60 anos. A medida busca incentivar a investigação nesses grupos, especialmente diante de situações em que o transtorno pode ser confundido com ansiedade ou depressão.
De acordo com o texto, o diagnóstico correto permite acesso a tratamentos adequados, terapias e, quando necessário, uso de medicação, impactando diretamente na qualidade de vida dos pacientes.
O Transtorno do Espectro Autista é caracterizado por alterações no neurodesenvolvimento, que afetam a comunicação, a interação social e o comportamento, podendo se manifestar em diferentes níveis de suporte.
A iniciativa também alinha a legislação municipal à Lei Federal nº 15.256/2025, reforçando a importância de políticas públicas inclusivas e atualizadas para atender pessoas com TEA em todas as fases da vida.
Com a aprovação, a expectativa é ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer a inclusão social de adultos e idosos que convivem com o transtorno, muitas vezes sem acompanhamento adequado ao longo da vida.
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