

Neste 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o Brasil avança no reconhecimento do Transtorno do Espectro Autista, mas ainda enfrenta dificuldades estruturais para garantir atendimento adequado.
Dados do Censo 2022 do IBGE apontam que o país possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a aproximadamente 1,2 por cento da população. Especialistas apontam que esse número pode ser ainda maior devido à subnotificação.
A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada 100 crianças no mundo esteja dentro do espectro.
Crescimento dos diagnósticos e desafios reais
O aumento dos diagnósticos está ligado à maior conscientização e evolução dos critérios médicos. No entanto, esse avanço não tem sido acompanhado pela estrutura pública.
Entre os principais desafios enfrentados pelas famílias estão:
demora para diagnóstico, principalmente no SUS
falta de profissionais especializados
dificuldade de acesso a terapias contínuas
inclusão escolar ainda limitada
alto custo no atendimento privado
Triângulo Mineiro reflete a pressão nacional
Em cidades como Uberaba, Uberlândia e Araguari, a realidade segue o padrão nacional. O crescimento da demanda por atendimento especializado tem pressionado os sistemas públicos de saúde e educação.
Famílias relatam dificuldade para conseguir consultas com especialistas, acesso a terapias e suporte adequado dentro das escolas.
Atuação política na região
Em Uberaba, o vereador Túlio Micheli possui atuação reconhecida na pauta da inclusão, com projetos voltados ao público com autismo, incluindo iniciativas relacionadas ao ambiente escolar e direitos de pessoas com TEA.
Também no município, há projetos legislativos recentes que ampliam o debate sobre diagnóstico e atendimento, demonstrando avanço gradual na pauta.
Em Uberlândia, a pauta do autismo tem ganhado visibilidade institucional por meio de ações da Câmara Municipal, incluindo iniciativas de reconhecimento e valorização de profissionais e entidades que atuam na área.
Em Araguari, embora com menor volume de projetos específicos amplamente divulgados, o tema também está presente nas discussões relacionadas à educação inclusiva e saúde pública.
Sobre deputados da região
No caso de deputados estaduais e federais com base eleitoral consolidada no Triângulo Mineiro, não há, até o momento, uma liderança amplamente reconhecida exclusivamente pela bandeira do autismo.
O que existe são atuações pontuais dentro de pautas mais amplas, como saúde, educação e inclusão.
Por isso, do ponto de vista jornalístico, o mais correto é não atribuir protagonismo direto sem comprovação consistente e recorrente.
Entre leis e realidade
O Brasil avançou na legislação, com normas como a Lei Berenice Piana, que garante direitos às pessoas com autismo.
No entanto, o principal desafio ainda está na execução dessas políticas.
A distância entre o que está previsto na lei e o que é oferecido na prática ainda é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas famílias.
Um debate que precisa avançar
O aumento dos diagnósticos não significa crescimento da condição, mas sim maior identificação.
O problema é que a estrutura pública não evoluiu na mesma velocidade.
No Triângulo Mineiro, região em expansão, o tema deixa de ser apenas social e passa a ser uma questão estrutural que exige planejamento, investimento e continuidade.
A discussão já começou, mas ainda está longe de atender plenamente quem mais precisa.
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