

A criação do feriado municipal no dia 2 de abril, em homenagem ao nascimento de Chico Xavier, passou a enfrentar uma resistência mais ampla em Uberaba, após manifestações de diversas entidades representativas do setor produtivo.
Além da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba, da Câmara de Dirigentes Lojistas e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, o Sindicomércio Uberaba também divulgou nota oficial demonstrando preocupação com os impactos da medida.
Em comum, as entidades destacam que reconhecem a importância histórica, espiritual e social de Chico Xavier, figura de grande relevância para a cidade e para o país. No entanto, alertam que a criação de mais um feriado municipal pode gerar efeitos negativos diretos na economia local.
Segundo os posicionamentos, o aumento no número de feriados eleva os custos operacionais das empresas, especialmente em razão do pagamento adicional de colaboradores, concessão de folgas compensatórias e reorganização das atividades produtivas.
O Sindicomércio reforçou que o novo feriado não é apenas simbólico, já que interfere diretamente nas negociações coletivas e aumenta obrigações financeiras para o setor empresarial, impactando principalmente o comércio e a prestação de serviços.
Já a Aciu destacou que o excesso de feriados pode reduzir a competitividade do município, afastar investimentos e prejudicar o ambiente de negócios. A CDL, por sua vez, ressaltou os riscos relacionados à perda de produtividade, queda de receitas e dificuldades na manutenção de empregos.
No setor de hotelaria e alimentação, o Sinhores apontou que os impactos são ainda mais sensíveis, com aumento de despesas sem garantia de crescimento proporcional no faturamento.
Outro ponto levantado pelas entidades é a possibilidade de manter a homenagem ao médium por meio de uma data comemorativa, sem suspensão das atividades econômicas, permitindo celebrações e reconhecimento sem impacto direto na rotina produtiva da cidade.
Diante desse cenário, as instituições solicitaram ao poder público a reconsideração da medida, sugerindo o arquivamento do projeto ou sua revisão.
A discussão evidencia um debate mais amplo entre valorização histórica e sustentabilidade econômica, colocando em pauta os limites e os efeitos práticos da criação de feriados municipais.
O tema deve seguir em evidência nos próximos dias, com repercussões entre lideranças políticas, empresariais e a população de Uberaba.
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