

Um ano após a regulamentação do setor de proteção patrimonial mutualista no Brasil, o segmento registra crescimento e maior procura por parte de motoristas que não tinham acesso ao seguro tradicional. A Lei Complementar 213 de 2025 trouxe novas regras para funcionamento dessas associações, exigindo cadastro junto à Susep e maior transparência nas operações.
Com a nova legislação, a expectativa do mercado é de expansão significativa, com projeção de até 8 milhões de novos veículos incluídos em sistemas de proteção, o que representa um crescimento estimado de 30% na frota protegida.
Entre as entidades que atuam no setor está a PROAUTO, que opera há 18 anos. Segundo o CEO Rafael Torquetti, a regulamentação contribuiu para diferenciar associações estruturadas de operações irregulares, aumentando a confiança dos associados.
O modelo mutualista funciona de forma distinta dos seguros convencionais. Nele, os participantes compartilham os custos de eventuais sinistros, sem a necessidade de análise de perfil individual do condutor. Isso permite a inclusão de veículos que, em muitos casos, encontram dificuldades para contratação de seguros tradicionais, como automóveis mais antigos, motos esportivas e veículos elétricos.
No Triângulo Mineiro, onde há forte presença de trabalhadores autônomos, motoristas de aplicativo e pequenos empresários, o modelo tem potencial de crescimento. A alternativa pode atender uma parcela da população que busca proteção com menor custo ou menos exigências burocráticas.
Especialistas apontam que a regulamentação tende a organizar o setor e aumentar a competitividade, mas também exigirá maior atenção dos consumidores na escolha das associações, considerando critérios como transparência, histórico de pagamento e estrutura de atendimento.
O cenário indica que o segmento deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos, acompanhando mudanças no perfil do consumidor e na dinâmica do mercado automotivo brasileiro.
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