

Minas Gerais registrou arrecadação superior a R$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mantendo o volume elevado de receitas públicas, mas ficando abaixo da meta prevista para o período. Dados do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual indicam que o estado arrecadou aproximadamente R$ 30,6 bilhões entre janeiro e março, valor inferior aos cerca de R$ 31,7 bilhões projetados inicialmente .
A diferença representa uma frustração superior a R$ 1 bilhão nas contas públicas, evidenciando um cenário de crescimento mais lento do que o esperado. O principal tributo estadual, o ICMS, também ficou abaixo das projeções, com arrecadação de aproximadamente R$ 20,7 bilhões no trimestre .
Apesar disso, o desempenho ainda aponta estabilidade no caixa estadual. Comparado ao mesmo período de 2025, houve crescimento nominal de cerca de 1,9%, embora, ao considerar a inflação, o resultado indique leve retração real .
O cenário econômico mineiro apresenta sinais mistos. Enquanto a arrecadação enfrenta pressão, outros indicadores apontam movimentação positiva. No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou a abertura de mais de 35 mil empresas, com destaque para o setor de serviços, que liderou o crescimento .
No comércio exterior, Minas Gerais também manteve relevância, com exportações que somaram cerca de US$ 10,2 bilhões no período, consolidando o estado como um dos principais exportadores do país .
Outro destaque é o setor mineral, responsável por grande parte da arrecadação e da atividade econômica mineira. Entre janeiro e março, o faturamento da mineração se aproximou de R$ 30 bilhões, mantendo Minas na liderança nacional do segmento .
No Triângulo Mineiro, regiões como Uberlândia, Uberaba e Araxá continuam sendo polos estratégicos da economia estadual, com forte presença nos setores agropecuário, industrial e logístico. A região se beneficia tanto da expansão empresarial quanto da força do agronegócio, que segue impulsionando receitas e exportações.
Especialistas apontam que o desempenho da arrecadação está diretamente ligado ao ritmo da atividade econômica nacional, que ainda apresenta oscilações em diferentes setores. A tendência para os próximos meses dependerá da recuperação do consumo, da produção e da estabilidade fiscal.
A expectativa do governo estadual é que o desempenho ao longo do ano possa compensar o resultado inicial, mantendo o equilíbrio das contas públicas e sustentando investimentos em áreas estratégicas.
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