

A Prefeitura de Uberaba e a Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) homologaram nesta terça-feira (26) o processo licitatório que definiu a empresa responsável pela execução da obra do Sistema de Abastecimento do Rio Grande, apontado pela administração municipal como a segunda fonte de abastecimento da cidade.
O Consórcio Água Uberaba, formado pelas empresas Heca Construtora e GCE S.A., foi declarado vencedor da concorrência internacional realizada pelo critério de menor preço global. Ao todo, dez empresas participaram do processo licitatório.
Segundo informações da Prefeitura, o valor apresentado pelo consórcio foi de R$ 223,9 milhões, cerca de 7,15% abaixo do valor inicialmente estimado para a obra.
A prefeita Elisa Araújo afirmou que a conclusão do processo representa um avanço importante para ampliar a segurança hídrica do município nas próximas décadas.
De acordo com a administração municipal, o projeto busca reduzir riscos de desabastecimento e ampliar a capacidade de distribuição de água para atender o crescimento populacional e econômico de Uberaba.
O presidente do Codau, Rui Ramos, destacou que, após a homologação, o consórcio poderá iniciar o processo de formalização para posterior assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço.
A obra inclui a construção da estrutura de captação no Rio Grande, sistemas de bombeamento, adutoras de água bruta e tratada e uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA). A nova ETA será instalada ao lado do Centro de Reservação 15, no bairro Recreio dos Bandeirantes.
Segundo o projeto apresentado pelo Codau, a estação terá capacidade inicial para tratar 600 litros de água por segundo, podendo futuramente ser ampliada para até 900 litros por segundo.
O Sistema Rio Grande integra o Programa Desenvolve Uberaba, conjunto de projetos estruturais da Prefeitura voltados para áreas como infraestrutura, saneamento, mobilidade urbana e revitalização da cidade.
Nos últimos anos, Uberaba enfrentou períodos de forte pressão sobre o sistema de abastecimento, especialmente em épocas de estiagem e aumento do consumo. O novo sistema é tratado pelo município como estratégico para garantir estabilidade hídrica diante da expansão urbana e industrial da cidade.
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