

A Copa do Mundo está prestes a começar e você, amigo(a) leitor(a), já deve ter reparado nos telejornais locais e nacionais ou durante os intervalos comerciais que a TV Globo está fazendo, desde a última semana do mês de maio, uma campanha para incentivar os telespectadores a utilizar uma antena digital para assistir às partidas da seleção brasileira.
Em comparação com a transmissão por internet, tudo na TV aberta é mais ágil, já que todo o processo envolve o envio de sinais simultâneos rapidamente decodificados entre as emissoras, satélites e torres de propagação de sinal. Baseada nisso, a Globo lançou a "Fique Antenado", tendo como argumento o fato de que o seu vizinho pode comemorar o gol do Brasil antes de você, caso a sua televisão esteja exibindo o jogo por meio de alguma plataforma, como o YouTube.
Com essa iniciativa, a emissora preparou um site para esclarecer dúvidas sobre instalação da antena, designou equipes para ações nas ruas e chegou a distribuir kits em algumas capitais, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o que ajuda a ampliar o acesso gratuito ao sinal digital da TV aberta.
Apesar das contribuições, a campanha falha em um ponto não menos importante: a falta de cobertura nas cidades pequenas. Mesmo com cinco emissoras próprias e uma rede de quase 120 afiliadas, nem todos os 5.569 municípios brasileiros contam com o sinal digital da TV Globo. Dessa forma, a "Fique Antenado" só funciona, na prática, nos grandes centros.
A disponibilidade de sinal digital em municípios muito pequenos ainda não é expressiva, mesmo com essa tecnologia presente no Brasil desde 2007. Cidadezinhas que possuem cerca de cinco, dez ou até 20 mil habitantes, geralmente contam com a transmissão de poucos canais abertos, sendo que na maioria dos casos são emissoras públicas e uma ou outra grande rede.
Então, a Globo também poderia ter olhado para esse tópico, incentivando as afiliadas a instalarem transmissores em municípios menores. Como saída, o morador de uma cidade sem o sinal digital da emissora pode recorrer à instalação de uma parabólica digital ou se contentar em assistir à Copa do Mundo pelo Globoplay ou algum canal oficial do YouTube que detenha os direitos de transmissão.
O sinal digital terrestre ainda nem chegou a 100% das cidades do país e mais uma tecnologia já desponta no horizonte. A TV 3.0 ou DTV+, regulamentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de decreto assinado em agosto de 2025, promete revolucionar a TV aberta no Brasil ao torná-la mais interativa com a disponibilização de serviços e recursos que podem ser acessados pelo controle remoto.
A proposta é unir a transmissão televisiva à internet, transformando os canais em aplicativos. Os primeiros testes já começaram, com a Globo encabeçando o movimento. A emissora pretende transmitir a Copa do Mundo no formato DTV+ para quem tem equipamento compatível e mora em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
De acordo com o Governo Federal, a TV 3.0 pode levar até 15 anos para cobrir todo o território nacional. A conferir!
Mín. 21° Máx. 32°





