

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga casos de feminicídio registrados em Uberlândia nos anos de 2024 e 2025 realizou, nesta quarta-feira (11), uma visita técnica à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para avaliar a estrutura e os serviços oferecidos às mulheres vítimas de violência no município.
Participaram da agenda a presidente da comissão, vereadora Liza Prado, o relator Elinho da Academia, as vereadoras Amanda Gondim e Delegada Lia Valechi, além do vereador Pezão do Esporte, autor do requerimento que deu origem à CPI. Também estiveram presentes representantes da Polícia Civil, Defensoria Pública, Polícia Militar, Central de Acompanhamento de Alternativas (Ceapa) e organizações da sociedade civil.
Durante a visita, os integrantes da comissão conheceram o funcionamento da Casa da Mulher e os serviços prestados pela rede municipal de acolhimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. Foram apresentadas informações sobre os atendimentos realizados e os mecanismos de proteção disponíveis para vítimas de violência.
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de ampliação da estrutura física destinada ao atendimento das mulheres. Os participantes reforçaram a reivindicação por um novo espaço para a Casa da Mulher e para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e oferecer melhores condições de acolhimento às vítimas.
A visita faz parte da série de ações desenvolvidas pela CPI do Feminicídio, que tem como objetivo reunir informações, ouvir instituições públicas e privadas e analisar a eficiência da rede de proteção às mulheres no município.
Os trabalhos da comissão foram prorrogados por mais 60 dias, período em que deverão ser realizadas novas diligências, audiências e levantamentos para subsidiar o relatório final da investigação.
Como parte das próximas etapas, a CPI promoverá, no dia 23 de junho, às 9h, no Plenário Homero Santos, a sétima audiência pública destinada à apresentação e discussão dos avanços obtidos pela comissão até o momento.
A expectativa é que os trabalhos contribuam para o fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher e para o aprimoramento da rede de proteção existente em Uberlândia.
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