

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Bebida Adulterada realizou, na última quinta-feira (12), sua terceira reunião na Câmara Municipal de Uberlândia. A comissão foi criada para investigar casos relacionados ao consumo, comercialização e intoxicações provocadas por bebidas adulteradas registradas no município durante os anos de 2025 e 2026.
Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da CPI, vereador Antônio Augusto Queijinho (PSDB), que apresentou requerimentos destinados à obtenção de informações junto a órgãos públicos municipais. Entre os convidados a prestar esclarecimentos estão representantes da Diretoria de Fiscalização e Posturas da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, do Procon e da Secretaria Municipal de Saúde.
Durante a reunião, também foi protocolado pedido de prorrogação do prazo da comissão, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara Municipal.
O relator da CPI, vereador Jair Ferraz (PP), destacou que uma recente apreensão de bebidas adulteradas e sem documentação fiscal realizada em Uberlândia reforça a necessidade de continuidade das investigações. Segundo ele, os fatos demonstram a importância de aprofundar a apuração sobre a circulação de produtos irregulares no município.
A proposta de ampliação do prazo recebeu apoio dos demais integrantes da comissão, entre eles a vereadora Ângela do Postinho (Solidariedade), o vereador Nei Borges (Solidariedade) e o vereador Professor Conrado Augusto (MDB). Os parlamentares defenderam a convocação de representantes dos órgãos competentes para esclarecer dúvidas e contribuir com o levantamento de informações técnicas sobre os casos investigados.
Ao final da reunião, todos os requerimentos apresentados foram aprovados pela comissão. O presidente Antônio Augusto Queijinho informou que a prorrogação dos trabalhos seguirá os procedimentos previstos pelo Regimento Interno da Câmara e que a próxima reunião será convocada oficialmente após definição da nova data.
A CPI busca reunir informações sobre possíveis irregularidades envolvendo a comercialização de bebidas adulteradas, além de avaliar os impactos desses casos na saúde pública e os mecanismos de fiscalização existentes no município.
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