

A crise enfrentada pela indústria brasileira de fertilizantes voltou ao centro das discussões entre lideranças políticas, representantes do Governo Federal, prefeitos, sindicatos e trabalhadores. Em videoconferência realizada nesta semana, o grupo debateu alternativas para enfrentar o fechamento de fábricas de fertilizantes fosfatados, preservar empregos e ampliar a produção nacional de insumos estratégicos para o agronegócio.
Um dos principais participantes do encontro foi o ex-ministro dos Transportes e ex-prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, que afirmou atuar há mais de três anos na articulação de uma Política de Estado voltada ao fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes.
Segundo ele, o encerramento de unidades produtoras representa um impacto direto sobre a geração de empregos, a competitividade da indústria e a autonomia do país no fornecimento de insumos essenciais para a produção agrícola.
A reunião contou com representantes da Casa Civil, do Ministério da Agricultura, prefeitos da região, dirigentes sindicais, entidades empresariais e trabalhadores. Entre os participantes estiveram o secretário-adjunto da Casa Civil, Rodrigo Fonseca, a assessora técnica Fabíola Rocha Kaidis, além de representantes do Ministério da Agricultura.
Proposta de política permanente
Durante o encontro, Anderson Adauto defendeu a criação de uma política pública permanente envolvendo União, estados, cooperativas, indústria e iniciativa privada para reduzir entre 30% e 40% a dependência brasileira da importação de fertilizantes.
O ex-ministro também destacou que o Brasil possui reservas minerais, capacidade técnica e estrutura industrial para ampliar a produção nacional, diminuindo a vulnerabilidade diante das oscilações do mercado internacional.
Empregos em pauta
Representantes dos sindicatos manifestaram preocupação com o fechamento de unidades industriais e os impactos sobre os trabalhadores.
Participaram da reunião Vicente Magalhães de Matos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Extração Mineral, Químicos e Fertilizantes de Araxá e Região (SIMA), e Maria das Graças Batista Carriconde, que defenderam medidas para evitar novas demissões e manter a atividade industrial.
O radialista **Tony Carlos> também ressaltou a importância da união entre governos, empresários e trabalhadores para preservar empregos e fortalecer a economia regional.
Comissão dará continuidade às discussões
Ao final da reunião, os participantes concordaram em manter o diálogo permanente e instituíram uma comissão de trabalho responsável por elaborar propostas voltadas ao fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes, preservação dos postos de trabalho e ampliação da autonomia brasileira na produção de insumos para o agronegócio.
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