

beraba entrou oficialmente no mapa de uma das maiores investigações de sonegação fiscal já realizadas no país. A cidade foi alvo de desdobramentos da megaoperação contra um esquema bilionário envolvendo o Grupo Refit, apontado pelas autoridades como responsável por um dos maiores calotes de ICMS da história recente.
A ação é conduzida pelo GAECO, em conjunto com a Receita Federal, e integra a chamada Operação Poço de Lobato, deflagrada simultaneamente em cinco estados e no Distrito Federal. Em Uberaba, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão no bairro Conjunto Margarida Rosa Azevedo, de onde foram recolhidos documentos e materiais considerados estratégicos para a apuração.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma engenharia financeira altamente sofisticada para ocultar recursos, envolvendo cerca de 50 estruturas entre fundos de investimento, fintechs, holdings e empresas em paraísos fiscais. Todo esse aparato dificultava o rastreamento dos valores pelos órgãos de controle.
Segundo o Cira-SP, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a impressionantes R$ 26 bilhões. Até o momento, já foram bloqueados R$ 8,9 bilhões em ativos dos investigados. Além disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional determinou o bloqueio adicional de R$ 1,2 bilhão em bens vinculados ao grupo.
O Grupo Refit é dono da antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, além de dezenas de empresas do setor de combustíveis espalhadas pelo país. A apuração investiga crimes contra a ordem tributária, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Até o momento, a defesa do grupo não se manifestou oficialmente sobre os mandados cumpridos, incluindo a ação realizada em Uberaba. A operação segue em andamento e, conforme as autoridades, novas fases e revelações ainda podem ocorrer.
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