
O governo federal confirmou que o salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, uma alta de R$ 103 em relação ao piso atual de R$ 1.518. O reajuste representa 6,79% e começa a valer em janeiro de 2026, influenciando os pagamentos feitos a partir de fevereiro.
Este aumento nasce de uma equação que combina dois pilares econômicos: a inflação oficial medida pelo INPC, que acumulou 4,18% até novembro de 2025, e o crescimento do PIB de 2024, revisado pelo IBGE para 3,4%. Em anos anteriores, a regra previa apenas a reposição inflacionária. Agora, com a nova política de valorização, o aumento real fica limitado pelo arcabouço fiscal, que permite algo entre 0,6% e 2,5% acima da inflação. O valor final ficou dentro dessa margem.
Na prática, o reajuste mexe na espinha dorsal das relações trabalhistas e sociais. Empresários de todo o país — especialmente micro e pequenos negócios — verão o impacto direto não apenas na folha salarial, mas também sobre encargos, férias, 13º, verbas rescisórias e o chamado “efeito cascata” sobre pisos profissionais vinculados ao mínimo. A Fecomércio MG já sinaliza que o tema será determinante nas negociações coletivas de 2026 e colocou seu departamento jurídico à disposição para orientar empresários.
Nos municípios do Triângulo Mineiro, onde o setor de comércio e serviços representa mais de 62% do PIB em Uberlândia, 58% em Uberaba e 51% em Araguari, o reajuste deve gerar aumento de custos, mas também elevar o consumo local. Em cálculos aproximados com base no rendimento médio das famílias, estima-se que mais de 146 mil trabalhadores da região recebem até um salário mínimo, o que significa injeção imediata de renda na economia local. Ao mesmo tempo, lojistas e prestadores de serviço já se organizam para renegociar convenções coletivas, que serão diretamente afetadas.
Enquanto a parte econômica esquenta, outra notícia movimenta pais e responsáveis da região. O Sesc Uberaba abriu as inscrições para o Projeto Miniférias 2026, que acontecerá entre 5 e 23 de janeiro. A tradicional colônia de férias, voltada para crianças de 4 a 12 anos, promete uma edição temática: “Uma viagem pelo espaço”.
As atividades incluem oficinas educativas, práticas esportivas, vivências culturais e recreação supervisionada — tudo com foco na consciência ambiental e na exploração lúdica do universo. O primeiro lote é exclusivo para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, enquanto as vagas remanescentes serão liberadas para o público geral.
O projeto reflete um movimento crescente da instituição: ampliar atividades que fortaleçam a integração social e aliviar a rotina das famílias durante o período de férias escolares. Para uma região com forte presença do setor terciário, iniciativas como essa fortalecem o vínculo da comunidade com o Sistema Fecomércio MG e suas unidades de atendimento.
Mais informações sobre inscrições, valores e programação estão disponíveis no site oficial do Sesc MG.
A dinâmica econômica do país segue oscilando, mas tanto o reajuste do salário mínimo quanto projetos sociais como o Miniférias mostram como decisões nacionais e programas locais se conectam diretamente ao cotidiano da população.
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