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Selo F1 Max pode mudar o jogo da genética leiteira na ExpoZebu 2026

Nova certificação da ABCZ reconhece fêmeas F1 com superioridade genética e alto potencial produtivo

03/03/2026 às 10h52 Atualizada em 03/03/2026 às 10h54
Por: Redação
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Selo F1 Max pode mudar o jogo da genética leiteira na ExpoZebu 2026

Durante a ExpoZebu 2026, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu passará a emitir o Certificado F1 Max, voltado à identificação de fêmeas F1 com superioridade genética e elevado potencial de produção de leite.

O certificado reconhece animais oriundos do cruzamento entre raças zebuínas e taurinas, desde que atendam a critérios técnicos estabelecidos em regulamento. A proposta é oferecer ao mercado uma ferramenta adicional de qualificação genética, ampliando a confiança na seleção de matrizes destinadas à produção leiteira.

Entre os cruzamentos contemplados estão Guzerá com Holandês, conhecido como Guzolando, Guzerá com Jersey, Sindi com Holandês e Sindi com Jersey, além de outros grupos genéticos que venham a atender às exigências técnicas.

Para receber o selo, a fêmea deve possuir Certificado de Superioridade Genética e ser filha de pai e mãe com PTA positiva para leite no ano da concepção. PTA, sigla para Predicted Transmitting Ability, indica a capacidade genética prevista de transmissão de características produtivas aos descendentes.

Outro critério envolve o desempenho da matriz, mãe do animal F1. Ela deve comprovar, por meio de Relatório Individual de Lactação emitido sem pendências, pelo menos uma lactação com produção acima da média do seu sistema no ano de secagem. Após essa qualificação, o reconhecimento fenotípico permanece válido ao longo da vida da matriz.

Segundo a entidade, a proposta também explora o efeito da heterose, fenômeno genético que pode gerar aumento de 10 por cento a 20 por cento na produção em função da heterozigose. Além disso, busca assegurar que a chamada genética aditiva melhoradora esteja presente nos animais certificados.

A média de produção utilizada como referência será calculada conforme o Regulamento do Serviço de Controle Leiteiro da ABCZ, considerando sistemas como produção a pasto, confinamento e modelos com uso de tecnologias específicas. Lactações consideradas fora do padrão estatístico serão desconsideradas no cálculo.

A lista de fêmeas aptas será atualizada periodicamente pela ABCZ. Os animais identificados como F1 Max receberão marcação específica na perna direita, acima da série única, com símbolo exclusivo definido pela entidade.

O lançamento do certificado reforça o protagonismo da genética zebuína na pecuária leiteira nacional e sinaliza uma nova etapa na padronização técnica dos cruzamentos dirigidos, tema que ganha espaço crescente no mercado agropecuário brasileiro. Criadores interessados deverão solicitar a emissão diretamente à associação, que definirá as taxas correspondentes.

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