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Proposta de fim da escala 6x1 gera reação do setor produtivo em Brasília

Entidades do agronegócio, indústria e comércio se reúnem no Congresso e alertam para possível aumento de custos e impactos na geração de empregos

05/03/2026 às 08h11
Por: Redação
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Proposta de fim da escala 6x1 gera reação do setor produtivo em Brasília

Representantes de entidades ligadas ao setor produtivo brasileiro se reuniram nesta terça-feira (3), em Brasília, para discutir os possíveis impactos da proposta que prevê a redução da jornada semanal de trabalho e o fim da escala 6x1. O encontro ocorreu durante a Reunião Almoço da Coalizão das Frentes Produtivas, realizada na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Entre as entidades presentes esteve a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, representada pelo diretor de Relações Governamentais, Jorge Antonio Pires de Miranda. A reunião reuniu mais de 50 entidades empresariais e frentes parlamentares ligadas à produção nacional, além de mais de 50 deputados e senadores.

Também participaram organizações como Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Instituto Pensar Agropecuária, Confederação Nacional da Indústria e Fecomércio, entre outras instituições ligadas ao agronegócio, comércio, serviços e setor financeiro.

Durante o encontro, foi apresentado um estudo técnico elaborado pelo sociólogo e professor da Universidade de São Paulo, José Pastore, em conjunto com o advogado trabalhista Eduardo Pastore. O levantamento aponta que uma eventual redução da jornada para 40 horas semanais poderia elevar o custo unitário do trabalho em cerca de 10%. Já uma redução para 36 horas poderia gerar aumento estimado de até 22%, além de ampliar o risco de judicialização nas relações de trabalho.

Segundo representantes das entidades participantes, o grupo decidiu subscrever um manifesto contrário à proposta de mudança na legislação trabalhista. Para o setor produtivo, alterações desse tipo deveriam ser precedidas de estudos aprofundados sobre impactos econômicos e produtividade.

De acordo com Jorge Antonio Pires de Miranda, o debate precisa considerar os efeitos sobre competitividade e geração de empregos no país. Segundo ele, mudanças estruturais na jornada de trabalho podem impactar diretamente diversos segmentos da economia.

A Coalizão das Frentes Produtivas defende que eventuais reformas na legislação trabalhista sejam discutidas com base em indicadores de produtividade e em diálogo com os setores econômicos, buscando equilibrar a proteção ao trabalhador com a sustentabilidade das atividades produtivas.

 
 
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