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Paratletas do Triângulo Mineiro entram no radar da seleção brasileira e mostram força de um esporte ainda invisível para grande parte da população

Atleta de Uberlândia é convocado para fase de treinamento da seleção brasileira de bocha paralímpica e evidencia crescimento do paradesporto na região.

16/03/2026 às 16h27
Por: Redação
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Paratletas do Triângulo Mineiro entram no radar da seleção brasileira e mostram força de um esporte ainda invisível para grande parte da população

O paradesporto do Triângulo Mineiro voltou a ganhar destaque nacional após a convocação do paratleta Mateus Carvalho e do assistente esportivo Oscar Carvalho, integrantes da equipe da Prefeitura de Uberlândia, para a fase de treinamento da seleção brasileira de bocha paralímpica. A preparação acontece no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, e tem como objetivo preparar atletas para competições nacionais e internacionais previstas ao longo de 2026.  

A convocação foi realizada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande) e representa mais um passo na trajetória de um atleta que já acumula resultados expressivos no cenário internacional. Mateus Carvalho conquistou recentemente ouro na disputa individual e bronze por pares no Challenger Series Santiago, realizado no Chile, consolidando-se como um dos principais nomes da modalidade no país.  

Uberlândia se consolida como referência em paradesporto

O caso de Mateus não é isolado. Uberlândia tem se destacado como um dos polos mais estruturados do paradesporto em Minas Gerais. A cidade conta com programas de formação e alto rendimento apoiados pela Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) em parceria com associações e clubes esportivos.

Atualmente, o município possui 18 paratletas na modalidade bocha, entre atletas iniciantes e de alto rendimento, com treinos realizados no ginásio do Sesi Gravatás, espaço que recebe atividades esportivas de segunda a sábado.  

O investimento em políticas públicas e parcerias institucionais também ajudou a ampliar a base do paradesporto local. Segundo dados da própria Futel, Uberlândia mantém programas que atendem centenas de paratletas em modalidades como atletismo, bocha, goalball, halterofilismo e natação, oferecendo acompanhamento técnico, estrutura esportiva e suporte fisioterapêutico.  

Resultados que colocam a cidade no mapa do esporte paralímpico

Os resultados desse trabalho vêm aparecendo em competições nacionais e internacionais. Em 2024, equipes ligadas ao programa municipal conquistaram 271 medalhas em diferentes modalidades do paradesporto, incluindo medalhas em competições nacionais e etapas internacionais.  

A modalidade de bocha paralímpica, em especial, tem ganhado destaque. O esporte é praticado principalmente por atletas com alto grau de comprometimento motor e exige precisão, estratégia e controle técnico. No Brasil, a modalidade vem se fortalecendo nas últimas duas décadas, impulsionada pelo crescimento do movimento paralímpico e pelos investimentos em centros de treinamento especializados.

Triângulo Mineiro também revela outros talentos paralímpicos

O avanço do paradesporto não se limita a Uberlândia. Outras cidades da região também têm revelado atletas que chegam a competições internacionais. Um exemplo é a atleta paralímpica Poliana Fátima Sousa de Jesus, natural de Uberaba, que já representou o Brasil em Jogos Paralímpicos e conquistou medalha em competições continentais no atletismo.  

O crescimento do esporte adaptado em Minas Gerais acompanha uma tendência nacional. O estado possui uma das maiores representações na delegação brasileira em eventos paralímpicos, com atletas presentes em diversas modalidades e beneficiados por programas de incentivo ao esporte de alto rendimento.  

Inclusão social e formação esportiva

Especialistas apontam que o avanço do paradesporto vai além das medalhas. Projetos esportivos voltados para pessoas com deficiência também têm impacto direto na inclusão social, na autonomia e na qualidade de vida dos atletas.

Ao mesmo tempo, a convocação de atletas da região para seleções nacionais reforça o papel do interior do país na formação de talentos esportivos e evidencia que centros esportivos fora das capitais também podem produzir atletas de alto nível.

Com a preparação para novas competições internacionais ao longo de 2026, a expectativa é que nomes do Triângulo Mineiro continuem ganhando espaço no cenário paralímpico brasileiro e ampliem a visibilidade do paradesporto na região.

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