

A Escola do Legislativo da Câmara de Uberlândia realizou, na tarde da última quarta-feira, o terceiro encontro do programa Parlamento Jovem Minas, reunindo estudantes para discutir o subtema “Enfrentamento ao Capacitismo e à Violência”. A atividade foi conduzida em formato de oficina teórica e contou com a participação de especialistas das áreas de psicologia e direito.
O encontro foi aberto pela diretora da Escola do Legislativo, Rita Virgínia, que destacou a importância da participação dos ახალგაზრდens no programa como forma de aproximação com a política e construção de um espaço de diálogo. Segundo ela, a iniciativa permite que os participantes expressem ideias e se envolvam em temas relevantes para a sociedade.
Durante a oficina, o psicólogo Aleph Lobo abordou o preconceito como um fenômeno histórico e cultural, ressaltando que sua superação depende principalmente da educação e do acesso à informação. Ele destacou que o capacitismo, assim como outras formas de discriminação, está enraizado na sociedade e precisa ser enfrentado por meio do conhecimento e do contato com a diversidade.
O especialista também chamou atenção para a importância de compreender as especificidades de cada indivíduo, especialmente em casos de transtornos como Transtorno do Espectro Autista, TDAH, esquizofrenia e depressão, reforçando que a inclusão passa pelo entendimento das necessidades de cada pessoa.
Outro ponto debatido foi o papel da tecnologia no acesso à informação, com incentivo para que os jovens busquem fontes confiáveis e desenvolvam senso crítico sobre o tema.
Na sequência, o doutorando e servidor da Câmara, Gabriel de Sousa, apresentou uma análise histórica e jurídica sobre a inclusão das pessoas com deficiência. Ele explicou como, ao longo do tempo, essas pessoas foram marginalizadas, passando de uma visão de exclusão e assistencialismo para o reconhecimento como sujeitos de direitos, especialmente após a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Segundo Sousa, a mudança mais significativa ocorreu com a transição do modelo assistencial para o modelo baseado em direitos humanos, que obriga o Estado a promover políticas públicas de inclusão. Apesar dos avanços, ele destacou que ainda existem desafios, como a persistência de estigmas sociais e falhas na implementação de políticas efetivas.
O especialista também abordou o conceito de interseccionalidade, ressaltando que diferentes fatores como raça, gênero e condição social podem intensificar situações de discriminação, tornando a inclusão um desafio ainda maior em determinados contextos.
Ao final do encontro, os estudantes participaram ativamente com perguntas e reflexões, ampliando o debate sobre inclusão, respeito e participação social.
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