

A Câmara Municipal de Uberaba aprovou nesta semana a concessão de uma subvenção econômica à empresa Plena Alimentação e Facilities Ltda., responsável pela administração do Restaurante Popular, com o objetivo de impedir o aumento no preço das refeições servidas à população.
A medida, proposta pela Prefeitura e aprovada pelos vereadores, determina que o município subsidiará R$ 2,38 por refeição, o que representa a diferença entre o valor pago pela população e o custo real da alimentação. Com isso, o preço cobrado ao público passará de R$ 5 para R$ 6, enquanto o custo total é de R$ 8,38. A subvenção será limitada a mil refeições diárias.
Uma emenda apresentada pelo presidente da Câmara, Ismar Marão, garantiu que a empresa receba o benefício de forma retroativa, já que assumiu a administração há poucos dias. A decisão foi tomada para que o reajuste não fosse repassado aos frequentadores durante o período de transição.
O líder do Governo, vereador Cabo Diego, lembrou que o Restaurante Popular foi inaugurado em setembro de 2022 e completará três anos de funcionamento em 2025. Ele destacou que o espaço passou por reforma recente e foi reinaugurado após um mês fechado. Segundo o parlamentar, a prefeita Elisa Araújo poderia ter autorizado o repasse diretamente, mas optou por enviar o projeto à Câmara, como forma de respeitar o Legislativo.
O valor da subvenção será pago mensalmente e deverá ser utilizado exclusivamente para despesas operacionais, como aquisição de alimentos, pagamento de funcionários, encargos sociais e manutenção de equipamentos.
O Restaurante Popular integra a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e é considerado um dos programas sociais mais importantes do município. O vereador Almir Silva foi citado como um dos principais defensores da implantação do projeto, que busca garantir refeições acessíveis à população de baixa renda.
Segundo a Secretaria de Assistência Social (Seds), a adoção do subsídio segue o modelo de outras cidades, como Contagem, Juiz de Fora, Campinas, Ribeirão Preto e São Paulo, que também adotam políticas de auxílio financeiro para manter o preço das refeições a preços populares.
A decisão, no entanto, divide opiniões. Enquanto parte dos vereadores e da população vê a medida como necessária para proteger quem mais precisa, outros questionam a dependência da subvenção pública e os impactos no orçamento municipal, em um momento de pressões financeiras sobre os cofres da cidade.
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