

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) anunciou mudanças estratégicas em sua estrutura regional e reforçou sua atuação internacional nas últimas semanas, em um momento de fortalecimento da pecuária zebuína brasileira dentro e fora do país.
A partir de junho, o Escritório Técnico Regional (ETR) da ABCZ em Salvador, na Bahia, passará a ser comandado pela zootecnista Marcela Galvão de Barros França. Formada pela Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), ela integra a equipe da entidade desde 2012 e acumulará a nova função com as atividades já exercidas como técnica de campo na região baiana.
A profissional construiu trajetória consolidada dentro da associação, principalmente no Escritório Técnico Regional de Fortaleza, onde atuou por vários anos no atendimento aos criadores, suporte técnico especializado e gerenciamento de demandas ligadas à pecuária seletiva.
Desde janeiro de 2026, Marcela já vinha atuando em Salvador, realizando visitas técnicas, acompanhamento das propriedades rurais e suporte direto aos associados da ABCZ no estado da Bahia.
Segundo a entidade, além das atividades externas, ela passará a atender presencialmente no escritório regional às segundas-feiras, acompanhando questões administrativas, orientando criadores e fortalecendo as ações regionais da associação.
Em declaração divulgada pela ABCZ, Marcela Galvão de Barros França destacou a importância histórica do escritório de Salvador para a pecuária nacional.
Segundo ela, o ETR possui tradição e representatividade dentro da pecuária seletiva brasileira e o novo desafio será conduzido com foco no fortalecimento do atendimento técnico e no suporte aos criadores da região.
O presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, afirmou que a nomeação reforça a política da entidade de valorização de profissionais que conhecem diretamente a realidade do campo e as demandas regionais da pecuária brasileira.
Segundo ele, a associação mantém o compromisso de oferecer atendimento técnico próximo, eficiente e especializado aos produtores rurais em diferentes regiões do país.

ATUAÇÃO INTERNACIONAL
Além das mudanças internas, a ABCZ também ganhou destaque internacional nas últimas semanas com a atuação da jurada e zootecnista Marcela Carvalho em importantes eventos realizados na Venezuela.
Nos dias 1º e 2 de maio, a profissional representou a pecuária brasileira nas tradicionais Ferias de Mayo, realizadas em San Felipe, no estado de Yaracuy. Considerado um dos eventos agropecuários e culturais mais relevantes da região venezuelana, o encontro reuniu aproximadamente 250 animais zebuínos das raças Brahman, Gir, Guzerá, Nelore e Girolando.
Durante dois dias de programação, Marcela participou dos julgamentos técnicos ao lado de representantes da pecuária local e lideranças da Asocebu Venezuela. O evento contou ainda com a presença do prefeito de San Felipe, Rogger Daza, do presidente da Asocebu Venezuela, Nicolas Ramos, além de integrantes da equipe técnica da entidade venezuelana.
Já no dia 9 de maio, a jurada brasileira voltou a atuar internacionalmente durante a II Feria Ganadera Asogami, realizada em Calabozo, no estado de Guárico, também na Venezuela. O evento reuniu centenas de animais e dezenas de expositores ligados à pecuária zebuína.
Segundo a organização, Marcela Carvalho avaliou cerca de 100 animais em apenas um dia de julgamentos técnicos, consolidando sua presença em importantes pistas internacionais do setor agropecuário.
A trajetória da profissional também chama atenção pelo histórico familiar ligado à pecuária zebuína. Aos 35 anos, Marcela afirma que cresceu acompanhando o ambiente das pistas de julgamento e das exposições agropecuárias.
Segundo ela, o trabalho vai além de uma atividade profissional e representa uma conexão pessoal construída desde a infância com a seleção genética e o universo da pecuária.
Atualmente, Marcela atua em julgamentos promovidos pela ABCZ e também pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, participando de avaliações técnicas ligadas à evolução genética dos rebanhos.
Em declarações divulgadas durante os eventos, a jurada ressaltou que as experiências internacionais permitem intercâmbio técnico entre países que trabalham com genética zebuína.
Ela destacou que cada país possui métodos e linhas de seleção diferentes, possibilitando aprendizado mútuo sobre características produtivas, adaptação genética e evolução da pecuária tropical.
Marcela também chamou atenção para a responsabilidade envolvida na atuação dos jurados técnicos, afirmando que os julgamentos representam a avaliação de anos de investimento, trabalho e dedicação dos produtores rurais.
Segundo a profissional, critérios como imparcialidade, responsabilidade e foco na rentabilidade são fundamentais para contribuir com o avanço da pecuária.
A atuação feminina em espaços historicamente dominados por homens também tem ganhado mais relevância no setor agropecuário. Nos últimos anos, mulheres passaram a ocupar posições de destaque em áreas técnicas, gestão rural, genética animal e julgamentos oficiais de exposições pecuárias no Brasil e em outros países da América Latina.
Com sede em Uberaba, a ABCZ é considerada uma das principais entidades da pecuária zebuína mundial e possui papel histórico no desenvolvimento genético das raças adaptadas ao clima tropical. A associação mantém escritórios regionais em diferentes estados brasileiros e atua diretamente em programas de melhoramento genético, registros genealógicos, assistência técnica e promoção internacional da genética nacional.
A força da genética zebuína brasileira também tem ampliado sua presença em mercados internacionais, especialmente na América Latina, onde países buscam animais mais adaptados às altas temperaturas e sistemas de produção tropicalizados.
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