
Realizado na Casa de Marília, o encontro foi articulado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), pela Associação Comercial e Empresarial de Ouro Preto (ACEOP) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
O evento reuniu representantes da gastronomia, do comércio, da hotelaria, dos serviços e do turismo para discutir uma agenda conjunta de desenvolvimento para 2027. A organização estimava a participação de 50 a 60 empresários e representantes institucionais.
Antes do encontro, Gabriel gravou na Praça Tiradentes e conversou com Arthur Borges, natural de Pará de Minas, estudante de Engenharia de Produção e presidente do Centro Acadêmico da Escola de Minas.
O estudante relatou dificuldades relacionadas à manutenção e à utilização de um patrimônio histórico dessa dimensão. A sede da entidade presidida por ele funciona em um dos edifícios da praça.
A Escola de Minas ocupa o antigo Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) prevê a restauração do edifício e sua utilização como espaço cultural, com museus, biblioteca de obras raras e áreas destinadas a eventos.
Para Gabriel Azevedo, a discussão não deve ficar limitada à restauração física dos edifícios.
“Patrimônio precisa de manutenção, curadoria e hospitalidade”, afirmou o candidato, ao defender um modelo permanente de gestão e utilização dos espaços históricos.
Gabriel defendeu que seja estudada, em diálogo com a Prefeitura de Ouro Preto, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a população, uma reorganização da Praça Tiradentes.
A proposta busca reduzir a presença de automóveis e ampliar a utilização do espaço pelas pessoas, com mais áreas de convivência e gastronomia.
O candidato ressaltou que uma mudança dessa dimensão não pode ser decidida de maneira isolada e deve ser construída com a cidade e com as instituições responsáveis pela preservação do patrimônio.
Gabriel também propôs uma integração maior entre igrejas, museus e outros atrativos turísticos por meio de ferramentas digitais e experiências audiovisuais que apresentem a história de Minas Gerais.
Para atender idosos e pessoas com mobilidade reduzida, defendeu ainda a avaliação da utilização de veículos elétricos e silenciosos para conectar diferentes pontos do Centro Histórico.
As propostas complementam o plano de governo do candidato, que prevê a profissionalização da gestão do turismo e dos equipamentos culturais, a estruturação de roteiros regionais e a valorização do artesanato, da gastronomia, das manifestações culturais, da natureza e do patrimônio.
Outro eixo apresentado pelo candidato envolve o transporte ferroviário. Entre os 15 corredores estudados pela candidatura está a ligação entre Belo Horizonte, Nova Lima, Itabirito, Ouro Preto e Mariana, voltada ao transporte regional de passageiros e ao turismo.
O dossiê da candidatura trabalha com um horizonte preliminar de dois a sete anos para as diferentes etapas do corredor ferroviário.
Para o período entre 2027 e 2030, o planejamento prevê a atualização do estudo de demanda, a definição das estações, a inspeção do trecho entre Ouro Preto e Mariana, a negociação da capacidade da via e a seleção de um serviço-piloto.
Gabriel afirmou que a proposta é permitir que passageiros embarquem em Belo Horizonte e cheguem a Ouro Preto de trem. Segundo ele, o plano não promete a conclusão integral da linha em quatro anos, mas prevê a preparação do projeto e das etapas necessárias para viabilizar o serviço.
Gabriel relacionou as propostas ao objetivo de ampliar o período de permanência dos visitantes em Ouro Preto e fazer com que o turismo gere mais renda para os moradores e empresários locais.
Na avaliação do candidato, a cidade já reúne patrimônio histórico, guias, restaurantes, hotéis e profissionais preparados para receber os turistas. O desafio seria integrar esses elementos para incentivar os visitantes a permanecerem por duas ou três noites, em vez de passarem apenas algumas horas no município.
O candidato também defendeu que a gastronomia mineira seja incorporada à experiência turística completa oferecida pela cidade.
“O patrimônio não é cenário para uma fotografia. Ele precisa estar vivo”, concluiu.
Com informações da assessoria de Gabriel Azevedo.
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