
Pessoas idosas também podem doar órgãos em vida, desde que apresentem condições adequadas de saúde e sejam consideradas aptas pela equipe médica responsável pelo transplante. A orientação ganha destaque neste mês com a campanha Setembro Verde, dedicada à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o doador vivo precisa ser maior de idade, juridicamente capaz e saudável. O procedimento também não pode comprometer sua própria saúde.
Em vida, uma pessoa pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte dos pulmões. A compatibilidade sanguínea é necessária em todos os casos.
Não existe uma idade máxima única para todas as modalidades de doação em vida. No entanto, pessoas com mais de 60 anos passam por uma avaliação ainda mais cuidadosa, considerando os possíveis riscos imediatos e futuros do procedimento.
Os exames analisam fatores como:
funcionamento dos rins;
condições cardiovasculares;
resultados de exames de sangue e urina;
histórico de doenças;
presença de hipertensão ou diabetes;
condições gerais para enfrentar a cirurgia;
possibilidade de manter uma vida saudável após a doação.
A idade avançada, isoladamente, não representa uma contraindicação. Entretanto, o envelhecimento aumenta a possibilidade de doenças que podem elevar os riscos da cirurgia ou comprometer a saúde do doador depois do procedimento.
A decisão considera ainda as condições do órgão que será doado e a perspectiva de funcionamento no organismo do receptor.
A legislação brasileira permite a doação em vida entre parentes de até o quarto grau e entre cônjuges sem a necessidade de autorização judicial.
Quando não existe esse vínculo de parentesco, a doação pode ser realizada, mas depende de autorização da Justiça.
Em todos os casos, a segurança do doador e do receptor deve ser prioridade durante a avaliação.
O Brasil registrou 4.335 doadores efetivos em 2025, o maior número já alcançado pelo país. Apesar do resultado, aproximadamente 49,5 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.
Além da doação realizada em vida, a campanha Setembro Verde também reforça a importância de comunicar à família o desejo de ser doador. Nos casos de doação após a morte, a retirada dos órgãos e tecidos depende da autorização dos familiares.
Com informações da Agência Brasil, do Ministério da Saúde e da HU Brasil.
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