
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide nesta quarta-feira (4 de novembro) se reduz ou mantém a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. A reunião é a penúltima do colegiado em 2026, e a decisão está prevista para ser anunciada no início da noite.
Atualmente em 13,75% ao ano, a Selic poderá cair para 13,5%, conforme as expectativas de instituições financeiras reunidas no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.
Caso a previsão se confirme, será a sexta redução consecutiva dos juros básicos da economia brasileira.
A Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, patamar que representou o maior nível em quase duas décadas.
Desde então, o Banco Central iniciou um ciclo de redução dos juros. Entretanto, o cenário econômico continua exigindo atenção diante da alta recente do dólar, das pressões sobre os preços do petróleo e das incertezas relacionadas à inflação.
Na ata da reunião de setembro, o Copom reafirmou a necessidade de cautela na condução da política monetária.
Segundo a Agência Brasil, as expectativas mais recentes do mercado apontam também para a manutenção da Selic em 13,5% na reunião de dezembro, caso o corte previsto para esta quarta-feira seja confirmado.
Apesar da desaceleração da inflação mensal em outubro, os indicadores acumulados continuam acima do limite estabelecido pelo sistema de metas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, ficou em 0,32% em outubro.
No acumulado de 12 meses, entretanto, o indicador chegou a 4,62%, ultrapassando o limite superior de 4,5% da meta de inflação.
O boletim Focus também elevou a estimativa para a inflação de 2026, de 5,19% para 5,22%.
A meta oficial perseguida pelo Banco Central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e serve de referência para as demais taxas de juros do país.
Quando a Selic aumenta, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros, o que pode reduzir o consumo e ajudar a conter a elevação dos preços.
Por outro lado, a redução da taxa básica tende a facilitar o acesso ao crédito, estimular investimentos e favorecer a atividade econômica.
Os efeitos, porém, não são automáticos, já que os bancos também consideram fatores como inadimplência, despesas administrativas e riscos ao definir os juros cobrados dos consumidores.
A decisão desta quarta-feira será acompanhada pelo mercado financeiro, por empresas e por consumidores, diante dos possíveis reflexos sobre crédito, investimentos e inflação.
Fonte: Agência Brasil — reportagem de Wellton Máximo, publicada em 4 de novembro de 2026. Informações sobre a taxa vigente conferidas no Banco Central.