A Câmara Municipal de Uberlândia deve enfrentar um dos momentos de maior tensão política do ano com a análise da denúncia nº 7/2026, apresentada por iniciativa popular contra o vereador Sérvio Túlio.
O parecer da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar será apreciado em discussão única, com votação nominal. Para que a denúncia avance e seja instaurado procedimento mais aprofundado, é necessário que não haja maioria absoluta pela rejeição.
O caso ganhou novo desdobramento após decisão do Ministério Público de Minas Gerais. Em despacho assinado em 4 de fevereiro de 2026 pelo promotor Paulo César de Freitas, da 6ª Promotoria de Justiça de Uberlândia, foi determinado o arquivamento de notícia de fato que apurava eventual irregularidade relacionada a discurso do parlamentar em tribuna sobre suposto “servidor fantasma”.
Na decisão, o Ministério Público apontou ausência de indícios concretos de improbidade administrativa ou infração penal. O entendimento foi de que a manifestação ocorreu no exercício da atividade legislativa, amparada pela imunidade parlamentar material prevista na Constituição. O despacho também registrou que não houve formalização de denúncia específica e que documentos encaminhados pela Câmara, como registros de frequência, indicavam regularidade funcional dos citados.
Nos bastidores, parlamentares ouvidos de forma reservada avaliam que, diante do posicionamento do Ministério Público e do cenário político atual, não há maioria consolidada para dar prosseguimento à denúncia no âmbito interno da Casa.
Apesar disso, a expectativa é de debates intensos no plenário e mobilização nas galerias durante a sessão. O resultado da votação poderá indicar não apenas o desfecho do caso específico, mas também o clima político entre os vereadores neste momento da legislatura.







