
O cantor e compositor Netinho, um dos maiores representantes da história do axé music, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. Conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Menina” e “Preciso de Você”, o artista enfrentava um câncer no sistema linfático e estava internado no Hospital Aliança Star.
A morte foi confirmada pela assessoria do cantor por meio de um comunicado publicado nas redes sociais. Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, diagnosticado em 2025, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
A notícia provocou manifestações de pesar entre fãs e artistas que acompanharam sua trajetória. Netinho foi um dos responsáveis por levar a música baiana a diferentes regiões do Brasil, especialmente durante a explosão do axé nos anos 1990.
O cantor recebeu o diagnóstico de linfoma em 2025 e passou por tratamento médico, incluindo sessões de quimioterapia. Durante esse período, enfrentou internações e chegou a retomar atividades artísticas, mas a doença voltou a comprometer sua saúde.
Nos últimos meses, o quadro se agravou, exigindo novos cuidados hospitalares. Conforme o comunicado divulgado pela assessoria, as complicações provocadas pelo câncer levaram à falência renal e à disfunção múltipla de órgãos.
A equipe também informou que Netinho enfrentou os momentos finais com tranquilidade e gratidão pela trajetória construída ao longo da vida.
Por desejo do próprio artista, o velório e a cremação serão realizados de maneira reservada, com a presença apenas de familiares e amigos próximos.
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em 12 de julho de 1966, na cidade de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho construiu sua carreira musical em Salvador, onde começou a ganhar projeção na década de 1980.
O artista se destacou como vocalista da Banda Beijo, grupo que ajudou a popularizar o axé music e conquistou espaço nos carnavais e nas micaretas brasileiras.
Em 1993, iniciou sua carreira solo, ampliando sua presença nas rádios, na televisão e nos grandes eventos musicais. Canções como “Menina”, “Fim de Semana” e “Preciso de Você” se tornaram conhecidas nacionalmente.
Mas foi com “Milla”, lançada em 1996, que Netinho consolidou um dos maiores sucessos de sua trajetória. A música atravessou gerações e se tornou presença frequente em festas, carnavais e apresentações pelo país.
O cantor também teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas, o que contribuiu para ampliar sua popularidade fora do circuito carnavalesco.
Antes do diagnóstico de câncer, Netinho já havia enfrentado graves problemas de saúde. Em 2013, passou por complicações hepáticas e longos períodos de internação, que provocaram seu afastamento dos palcos.
Após tratamento e recuperação, retomou gradualmente suas atividades musicais, mantendo o contato com o público que acompanhava sua carreira desde os anos 1980 e 1990.
A descoberta do linfoma, em 2025, representou um novo desafio. Apesar do tratamento, a doença evoluiu e provocou as complicações que resultaram em sua morte.
Com uma carreira marcada pela popularização do axé music, Netinho deixa uma contribuição importante para a música brasileira. Sua voz esteve presente em carnavais, micaretas, programas de televisão e trilhas sonoras que marcaram diferentes épocas.
O cantor deixa uma filha, Bruna Trindade, além de uma trajetória musical que permanece associada à expansão do axé para o público nacional.
A morte de Netinho representa a despedida de uma das vozes mais reconhecidas do gênero, mas suas canções continuam fazendo parte da memória afetiva de milhões de brasileiros.