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Ameaça de paralisação dos caminhoneiros volta ao radar nacional

Líder da categoria anuncia possível greve a partir do dia 4 e leva demandas ao Palácio do Planalto com apoio jurídico

Redação
Por: Redação
03/12/2025 às 15h25 Atualizada em 03/12/2025 às 15h31
Ameaça de paralisação dos caminhoneiros volta ao radar nacional

Uma possível nova paralisação dos caminhoneiros voltou a movimentar o cenário político e logístico do país. Em publicação nas redes sociais, Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, um dos autoproclamados líderes da categoria, anunciou a intenção de iniciar um movimento nacional de paralisação a partir desta quinta-feira (dia 4).

 

Na última semana, Chicão esteve no Palácio do Planalto para protocolar oficialmente um documento comunicando sobre a mobilização. Ele estava acompanhado do advogado Sebastião Coelho, ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e pré-candidato ao Senado pelo Partido Novo.

 

Segundo Chicão, a paralisação tem como objetivo pressionar o governo por avanços em pautas históricas da categoria, entre elas a aposentadoria especial para caminhoneiros, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a garantia de estabilidade contratual para os profissionais do setor. Ele afirma representar a União Brasileira dos Caminhoneiros.

 

“O movimento está sendo protocolado para garantir segurança jurídica à mobilização. Teremos todo o suporte legal necessário para que a ação aconteça dentro do que a lei permite”, declarou Chicão em vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado do advogado.

 

Apesar do anúncio, o próprio líder afirmou que conversou com outros representantes da categoria e destacou que a paralisação não poderá impedir o direito de ir e vir da população, buscando evitar bloqueios e conflitos em rodovias. Até o momento, após a visita à Presidência da República, não houve confirmação oficial de adesão em massa ao movimento.

 

A notícia, divulgada inicialmente pela revista Veja, reacende o alerta sobre os impactos que uma possível greve pode causar no abastecimento, nos preços de alimentos, combustíveis e na economia como um todo — especialmente em um momento de alta sensibilidade no setor de transportes.

 

O governo federal ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações apresentadas. O cenário segue em monitoramento e pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.

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